O BARATO QUE SAI CARO: AS FRAUDES NOS SERVIÇOS TURÍSTICOS

O BARATO QUE SAI CARO: AS FRAUDES NOS SERVIÇOS TURÍSTICOS

21/03/2018 | Direito do Consumidor | Giuliano Batista Moura

Não é de hoje que diversos consumidores, em busca da realização de uma viagem dos sonhos ou não, se deparam com tantas ofertas de serviços turísticos nos mais variados meios de comunicação.

As redes sociais, sites de vendas online especializados no setor e até mesmo aplicativos de celular estão, a cada dia, oferecendo ao consumidor os melhores preços. No entanto, por vezes, o melhor preço não significa a melhor opção e, nem mesmo, a certeza de ter aquilo que comprou.

Em um mundo globalizado onde a internet tornou-se ferramenta indispensável para a vida em sociedade, consumidores ainda sofrem com anúncios falsos, com oferta de serviços turísticos com descontos astronômicos e, na ânsia de comprar aquela viagem, acabam por optar pela alternativa mais barata e, como consequência, veem tudo ir por água abaixo. É o famoso gato por lebre, o barato que sai caro!

Recentemente, em matéria veiculada no programa ‘Fantástico’ da Rede Globo, que teve participação de sócio deste escritório Dr. Marcelo M. Oliveira, e falou em nome da Associação Brasileira das Agências de Viagens – ABAV Nacional,

                         

vimos como os fraudadores, verdadeiros “trambiqueiros”, agem de modo a ganhar a confiança dos consumidores até vender-lhes os serviços turísticos e, simplesmente, desaparecerem com o dinheiro da vítima sem que o consumidor receba aquilo que adquiriu.

Os golpistas se utilizam de contatos via aplicativos de celular e rede social para a aproximação junto aos clientes. Posteriormente, conseguem o convencimento da vítima, fecham o negócio, recebem via depósito ou transferência bancária e enviam para o cliente o voucher para realização da viagem que se dará, via de regra, poucas horas depois, no mesmo dia, para dificultar que as empresas percebam a transação criminosa!

Os criminosos, por vezes, invadem sistemas de agências de viagens, utilizam os créditos destas empresas junto às cias aéreas, e ou utilizam cartões de crédito roubados ou clonados (que terão no futuro a negativa de pagamento pelo real titular) ou recebem em dinheiro dos viajantes, neste caso .

Imagine a situação: você compra uma passagem aérea com um desconto super convidativo, acredita que vai realizar a viagem (afinal, você está com as passagens em mãos) e, quando chega para embarcar, com os documentos em mãos, não há qualquer reserva em seu nome (a empresa fornecedora conseguiu, em tempo, constatar a fraude e cancelou a compra realizada).

Do lado das empresas, inclusive, há enorme transtorno, já que, se não conseguir cancelar a compra em tempo, arcará com prejuízo daquela fraude e sua imagem, com certeza, ficará abalada perante o mercado consumidor.

Do lado de quem teve o cartão de crédito clonado, restará a sensação de desconfiança e insegurança total para voltar a realizar compras pela internet.

Agir com prudência e segurança quando da realização da compra é o mais indicado. Portanto, como orientação para os consumidores que se depararem com anúncios de serviços turísticos a “preço de banana”: desconfiem acima de tudo!

Ainda é necessário conhecer o histórico da empresa ou da pessoa que esteja ofertando-lhe os serviços. Pesquise e verifique se há alguma reclamação, processo judicial ou administrativo contra a empresa ou pessoa, se ela realmente existe, sua regularidade cadastral junto aos órgãos competentes e esteja atento às “tentações”.

Oferta barata, com pagamento adiantado, em dinheiro, com embarque nos próximos dias? Alerta! Fica a dica!

Procure sempre um agente de viagens com histórico ou de sua confiança. Diante de um real problema procure um advogado de sua confiança.
 

Giuliano Batista Moura
Direito do Consumidor
CMO ADVOGADOS